O que é um investimento inteligente?
Agosto 29, 2008
Você sabe qual é o melhor investimento do mercado? Se souber, está enganado. O melhor investimento é uma ficção, ele não existe. Na verdade, qualquer investimento é bom quando o investidor está bem preparado e consciente dos riscos e oportunidades.
Milhares de pessoas enriquecem com ações, outros milhares com imóveis. Há quem construa sua fortuna com fundos ou então com os convenientes planos de previdência privada. O investimento inteligente é aquele que reúne as qualidades necessárias para realmente construir a independência financeira do investidor.
Por isso, entendo que um investimento só é inteligente se sua rentabilidade estiver acima da média, sem exigir do investidor muito tempo para se manter informado, sem tirar suas noites de sono e com a condição de que o investidor saiba exatamente aonde pode e quer chegar com sua aquisição. Se seu investimento lhe tomar mais tempo do que seu lazer ou lhe gerar preocupações ao invés de alegrias, ele certamente não é uma boa escolha.
Não tenho dúvidas de que enriquecer é uma questão de escolha. O que está faltando à maioria das pessoas é a percepção de que o planejamento financeiro de longo prazo é muito recompensador, que os bons investimentos estão disponíveis até aos poupadores iniciantes e que todos nós temos em nossas mãos a capacidade de melhorar sensivelmente a história de nossas famílias.
Para que isso aconteça, precisamos dar mais importância ao valor do dinheiro que temos em mãos, despertar para as oportunidades que podem garantir uma vida mais longa e próspera, como a maioria das pessoas fez quando se discutiu mais profundamente os benefícios de uma boa alimentação e dos cuidados com a saúde. Temos que buscar informações, para saber qual é o melhor investimento para cada um de nós.
Não tenho dúvidas de que o Brasil está passando por um forte processo de enriquecimento que afetará a todos os brasileiros positivamente. Porém, aqueles mais bem informados e predispostos a agir terão sua vida muito mais impactada do que aqueles que simplesmente estão satisfeitos com sua situação atual. Mais do que bons investimentos, o que ainda falta ao mercado são bons investidores.
Para investir bem, devemos ter em mente que jamais teremos em mãos toda informação disponível sobre qualquer investimento, que sempre haverá investimentos que rendem mais do que o que escolhemos, que rendimentos espetaculares dependem bastante de nossa sorte ou de um certo grau de especulação e que uma rentabilidade mediana e consistente produz mais resultados do que grandes rentabilidades sujeitas a muito risco.
O fato é que existem muitos investimentos simples e inteligentes sobrando no mercado e sendo desprezados por aqueles que foram contagiados pela febre dos ganhos espetaculares. Uma pena, pois os investimentos mais complexos consomem mais de nossa vida. Se seu investimento lhe toma mais tempo que seu lazer, ou lhe rouba horas de sono, ou então é fonte de preocupações e úlceras em sua vida, provavelmente você escolheu o investimento errado.
Um investimento inteligente é aquele que lhe traz uma sensação contínua de satisfação e segurança, que não o assusta nas crises e que não lhe toma muito tempo para que você se atualize sobre ele. Essas características são encontradas em qualquer mercado, e cabe ao investidor experimentá-las e aprová-las.
Artigo de Gustavo Cerbasi
Consultor financeiro pessoal, autor dos livros Casais Inteligentes Enriquecem Juntos (Ed. Gente) e Investimentos Inteligentes (Thomas Nelson Brasil) e coordenador da Coleção Expo Money de livros (Ed. Campus).
www.maisdinheiro.com.br
Quando a terapia do shopping center vira compulsão por comprar
Agosto 28, 2008
Mariana Segala - AE
Há quem diga que não existe terapeuta melhor que um shopping center. Que tristeza nenhuma resiste a uma roupa nova. Que ansiedade se cura engordando a fatura do cartão de crédito. É bem verdade que ir às compras às vezes faz bem. Mas quem não consegue se controlar e sempre abre a carteira em resposta às frustrações do cotidiano, levando para casa artigos que nem chega a usar, pode ser um comprador compulsivo.
“Alguns compradores compulsivos relatam que os produtos ‘demandam’ que eles os comprem”, diz a pesquisadora Tânia Veludo-de-Oliveira, que estuda o comportamento do consumidor. Facilidades financeiras, como caixas automáticos e cartões de crédito, são elementos impulsionadores da compra. “Transações via cartão de crédito parecem mais abstratas e intangíveis. Isso poderia levar o consumidor a perder a noção do valor que de fato está envolvido”, explica. Em entrevista à Agência Estado, Tânia – que hoje faz doutorado no Reino Unido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) – detalha a compulsão por comprar.
Agência Estado – Como diferenciar um comprador compulsivo de alguém que meramente sente prazer em fazer compras?
Tânia Veludo-de-Oliveira – Existem diferenças significativas entre esses dois perfis. O comprador compulsivo não tem controle sobre o próprio comportamento. Freqüentemente compra produtos que nunca irá usar, em quantidades muito exageradas e às vezes sem ter como pagar. A compra aparece como uma resposta às frustrações e a sentimentos como raiva, solidão e tristeza. Afeta o indivíduo econômica e emocionalmente.
Apesar de sua motivação inicial e euforia momentânea, parece ter pouco prazer com o que compra. Sente culpa e vergonha, tem receio de que alguém descubra que adquiriu coisas desnecessárias ou que nunca usou o que foi comprado. Não podemos confundir com a compra por impulso, que é a compra não planejada. Ela não resulta em danos para o indivíduo. Na compra compulsiva, as conseqüências são prejudiciais a ele mesmo e podem afetar outras pessoas.
AE – Um comprador compulsivo fatalmente sofrerá problemas financeiros decorrentes desse comportamento?
Tânia - Acredito que sim, pois não há limite para as compras e conseqüentemente para os gastos. As dívidas são uma das principais conseqüências, assim como problemas legais, estresse pessoal e problemas de convivência.
AE – Fatores psicológicos, familiares e sociais são apontados como causas para a compulsão por comprar. Qual grupo exerce maior influência?
Tânia - Sabe-se que déficits emocionais, como a ansiedade, são determinantes para a ocorrência desse tipo de comportamento. A estrutura familiar pode influenciar também, pois a compra compulsiva parece ser mais comum em famílias que possuem histórico com o problema ou outros distúrbios similares. Os fatores sociais referem-se às circunstâncias que podem propiciar ou incitar o exagero nas compras, como pressão social e até mesmo o acesso ao cartão de crédito. Todos os três fatores podem afetar, mas são os fatores psicológicos que exercem o maior impacto. O déficit emocional provocado pelo sentimento de vazio que tenta ser desmedidamente preenchido com a atividade de compra tem sido apontado como uma importante causa desse estado de descontrole.
AE – Que tipo de situação desperta a compulsão por comprar?
Tânia – Situações de estresse e ansiedade. Os compradores compulsivos vêem na atividade de compra uma válvula de escape para suas frustrações, são emocionalmente dependentes do consumo. Ambientes com forte apelo materialista, como shopping center, também podem suscitar o comportamento em pessoas que apresentam o problema. Alguns compradores compulsivos relatam que os produtos “demandam” que eles os comprem.
AE – “Facilidades financeiras” despertam a compulsão por comprar?
Tânia - Algumas pessoas têm dificuldade de lidar com as facilidades financeiras disponíveis. Cartões de crédito, cheques, caixas automáticos, crédito instantâneo, todas essas facilidades podem se tornar elementos impulsionadores da compra. Transações via cartão de crédito parecem mais abstratas e intangíveis aos olhos do consumidor. Isso poderia levá-lo a perder a noção do valor que de fato está envolvido. Muitas pessoas sequer conhecem o limite de crédito do próprio cartão. É preciso prudência e organização para lidar com o “dinheiro virtual”.
AE – A compulsão por comprar é considerada uma doença?
Tânia – Há quem considere a compulsão por compras um comportamento obsessivo-compulsivo. A compra compulsiva pode estar ligada a outros distúrbios, como alcoolismo e transtornos alimentares. Vale ressaltar que embora muitos casos possam ser descritos como um transtorno, a maioria dos impulsos de compra é normal. O desejo compulsivo por comprar é chamado de oniomania.
AE – Há características comuns entre os compradores compulsivos?
Tânia – Compradores compulsivos geralmente apresentam baixa auto-estima e grandes níveis de ansiedade e insegurança. Outra característica psicológica marcante é a necessidade de se sentirem aceitos e reconhecidos pelo grupo social. O ato da compra pode ser símbolo de status e algumas pessoas compram simplesmente para impressionar outras. Os jovens são mais vulneráveis a esse tipo de problema pela própria imaturidade e inexperiência.
AE – Há solução para este mal? Ela estaria mais relacionada aos aspectos psicológicos ou aos ligados às finanças pessoais?
Tânia – O aspecto psicológico deve ser entendido, assim como os aspectos ligados às finanças pessoais. É preciso discutir as responsabilidades de todos os elos envolvidos nessa cadeia – como compradores, educadores, famílias, administradoras de cartões de crédito, organizações de proteção e defesa do consumidor – além de assistir e orientar quem apresenta descontrole nas compras. Os compradores devem levar em consideração a utilidade das aquisições e também a adequação ao orçamento. É preciso ser responsável ao comprar. Uma alternativa prática é o uso do cartão pré-pago, em que o comprador somente pode gastar o que está previamente estipulado como limite.
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O mais importante disso tudo é saber controlar seus gastos e se planejar financeiramente.
Fique sempre atento às nossas dicas de planejamento financeiro!
Depois de aceitar o limite extra do cheque especial e aliviar a sede de consumo com algum crédito direto ao consumidor, a dúvida: estou devendo demais? Assim como estabelecer quanto dinheiro torna alguém rico, a pergunta simples não tem resposta fácil. Afinal, como determinar quanto é dever demais?
Segundo o consultor financeiro Samuel Marques, especializado em educação na área de finanças pessoais em empresas, está devendo demais quem tem débitos totais maiores que cinco vezes a renda mensal. “O endividamento é suportável se for de até cinco vezes a renda. A partir daí, é preocupante”, afirma. A razão? As taxas de juros “Não enxergo dívida boa no país que tem a taxa de juros mais alta do mundo.”
Para calcular o nível de endividamento pessoal, some o total de dívidas em aberto e divida o valor pelo seu salário. Use o resultado para repensar sua relação com o dinheiro, recomenda Marques. “Temos a tendência de nos acomodar com as dívidas”, diz Confira entrevista do consultor à Agência Estado.
Agência Estado - Afinal, quanto é dever muito?
Samuel Marques - É difícil identificar o que é ser rico. Geralmente a nossa percepção é de que rica é a pessoa que tem mais do que nós. Quem tem uma casa acha que quem tem duas é rico, quem tem dez acha o mesmo de quem tem 12. O mesmo acontece no caso das dívidas. Tem gente que deve R$ 1 mil e não dorme à noite. Outros devem R$ 50 mil e roncam como um bebê. Como esse parâmetro de nível de endividamento é algo que não se encontra na literatura, determinei um índice. Dever muito, na minha concepção, é ter uma dívida superior a cinco vezes o salário. Para fazer esse cálculo, é preciso simplesmente somar todas as dívidas em aberto – do rotativo do cartão de crédito, do cheque especial, do crediário de lojas – e dividir pelo salário. O endividamento é suportável se for de até cinco vezes a renda e a partir daí, é preocupante.
AE - Por que cinco vezes?
Marques - A razão é o juro médio cobrado do consumidor, hoje em cerca de 4% a 5% ao mês. Assumindo a média de 5%, alguém que ganhe R$ 1 mil e tenha R$ 5 mil em dívidas pagaria, só de juros, R$ 250 por mês. Pergunto: alguém que ganhe R$ 1 mil pode se dar a esse luxo? Penso que é muito dinheiro para ser pago só em encargos. Não é só o tamanho da dívida que se leva em consideração, mas também o quanto ela custa.
AE - Há dívidas, como os financiamentos imobiliários, que facilmente ultrapassam a marca de cinco vezes a renda mensal. Mesmo esses casos são enquadrados pelo senhor na categoria “preocupante”?
Marques - Sim, esses casos também são preocupantes. Temos a tendência de nos acomodar com as dívidas. Quando fazem um financiamento imobiliário, as pessoas simplesmente assumem aquela dívida de 15 ou 20 anos para sua vida. Elas não se apercebem nem fazem as contas de quanto isso vai custar em juros Às vezes é o valor de outra casa. O ideal é que a pessoa, a partir do cálculo do nível de endividamento, crie uma preocupação e antecipe o pagamento do débito, para evitar os juros.
AE - Ter dívidas é sempre ruim?
Marques - Há autores que classificam as dívidas em boas e ruins, dizendo que é possível colocar o dinheiro para trabalhar para você. Mas isso é de difícil aplicação no Brasil. Não enxergo dívida boa no país que tem a taxa de juros mais alta do mundo.
AE - Se o aceitável é ter uma dívida igual a, no máximo, cinco vezes o salário, qual é o tamanho de poupança recomendável?
Marques - Um dos princípios da organização financeira é ter dinheiro guardado. Tem uma poupança de até seis vezes a sua renda quem se preocupa em possuir um fundo de reserva para uma situação inesperada ou de emergência. Quem tem um valor guardado entre seis e 12 vezes o que ganha é o que chamo de poupador. É disciplinado e tem planos para o futuro, pretende alguma coisa com esse dinheiro. Pessoas que têm acima de 12 vezes a renda são o que classifico como investidores. São aqueles inclinados a fazer o dinheiro gerar mais dinheiro. Não estão juntando dinheiro para trocar de carro ou viajar, mas para fazê-lo gerar renda. Já quem tem menos de uma vez o que ganha é do perfil “torra-tudo”. Precisamos mudar essa visão e enxergar o investimento como algo que trará renda.
Fonte: Mariana Segala – AE
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E aí? Você tá endividado demais?
Você pode ver mais dicas sobre Planejamento Financeiro no site da Dacasa.
Aprenda a negociar suas dívidas
Agosto 22, 2008
Juros menores e descontos no pagamento à vista são algumas das recomendações
Homem, com idade entre 31 e 40 anos, renda acima de R$ 760 e com dívidas que, em média, somam R$ 1.160. Esse é o perfil da maioria dos devedores em São Paulo, segundo a última pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A maior parte dos inadimplentes faz dívidas porque perdeu o emprego. Segundo especialistas, porém, mesmo que a situação esteja tão grave e o endividado esteja com uma renda baixíssima, há alternativas para quem quer sair do vermelho.
O primeiro passo é organizar as finanças. “Não adianta o devedor pedir desconto, renegociar o débito ou pedir abatimento do juro se não estiver com a vida financeira equilibrada, ou seja, ganhando mais do que gasta”, diz o professor de finanças do Ibmec São Paulo, Liao Yu Chieh.
Em casos de desemprego, o endividado terá que fechar a carteira e segurar os gastos até melhorar a situação financeira. “O ideal é que as despesas de casa, como aluguel e contas de água e de energia elétrica, representem até 30% dos ganhos”, recomenda o consultor financeiro, Samuel Marques.
O portal AE Investimentos reúne abaixo dez dicas de especialistas para organizar e se livrar das dívidas:
1 ) Ponha todos os ganhos e todas as despesas na ponta do lápis
“O endividado deve começar fazendo um planejamento de toda a receita, incluindo salário, rendimento de investimentos, aluguel de imóveis se ele tiver, entre outros”, diz o professor do Ibmec. Além disso, é preciso fazer um mapeamento de todas as despesas. Segundo o consultor, se as finanças não estiverem equilibradas, o devedor começa a financiar a dívida todos os meses, recorrendo ao crédito rotativo do cartão de crédito, entre outros. O juro faz o valor devido ficar muito maior e dificilmente o consumidor consegue honrar seus compromissos.
2 ) Identifique quais são as dívidas de consumo e as de investimento
A próxima dica é que a pessoa faça uma classificação entre os tipos de compromisso. “As dívidas de consumo são aquelas de compras de roupas, no supermercado, contas de água e de energia elétrica, contas que o produto já foi consumido e não há jeito de o devedor negociá-lo no mercado”, explica a consultora Glória Maria Garcia Pereira. Já as dívidas de investimento são as relacionadas à aquisição de um automóvel e de imóveis.
“O consumidor deve avaliar as dívidas de longo prazo. Se a atual situação de inadimplência é passageira ou se é grave e deve continuar por um bom período”, indica. Segundo a especialista, se ela é passageira, recomenda-se que a pessoa refinancie o bem, negociando juro e parcelas menores. Caso a situação vá perdurar, a pessoa deve vender o bem antes que seja tarde de mais e ela o perca para o credor.
3 ) Negocie prazos e tamanho da parcela
O prazo e valor da parcela vão depender de quanto é a receita do devedor e de quantas são as obrigações dele. Mesmo com a facilidade de parcelar e financiar bens por longos períodos, recomenda-se que o a dívida seja paga no menor tempo possível, para que assim o juro não multiplique muito o valor da divida. Um imóvel financiado em 30 anos, por exemplo, pode custar até 70% mais caro que aquele financiado em 10 anos.
4 ) Negocie taxa de juro
“Uma saída é pedir desconto sobre os juros mais altos, cobrados em cartões de crédito e em cheque especiais”, indica a consultora, que calcula que a taxa varie entre 12% e 15% ao mês. Segundo ela, de acordo com a capacidade de pagamento do devedor, a taxa pode cair para 5% ao mês. “Se a pessoa tiver um imóvel próprio, carro e nunca ter tido o nome sujo, o juro fica menor”, avalia.
5 ) Peça abatimento de juros e multa
Se a dívida é um aluguel, muitas vezes é possível solicitar o abatimento do juro e da multa para o proprietário. “Desde que a pessoa se mostre preocupada em quitar o pagamento e que o atraso não ocorra com freqüência, é perfeitamente possível que o locador aceite receber apenas o valor do aluguel”, diz Chieh.
6 ) Peça descontos no pagamento à vista
Caso o devedor receba um dinheiro-extra, como o 13° salário, e consiga pagar a dívida à vista, a dica é pedir um desconto. “No caso das dívidas com bancos, há possibilidade de descontos maiores se a dívida for antiga e envolver um pequeno valor”, explica o consultor Marques. Segundo ele, ao publicar os balanços, os bancos já não contam mais com o dinheiro de débitos baixos e antigos. Por isso, tudo o que o devedor pagar é lucro para eles. “Além disso, sai caro para o banco entrar na Justiça para cobrar quantias baixas. No Brasil, os processos são solucionados, em média, em nove anos”, explica.
7 ) Recorra a financiamentos mais baratos
Para quem está se endividando ainda mais para pagar as dívidas mais antigas, uma recomendação: evite, a todo custo, usar o crédito rotativo do cartão de crédito. “Quando a pessoa faz isso, na verdade, ela está se financiando com o cartão de crédito, por uma taxa altíssima”, diz o professor. O devedor pode recorrer ao penhor de jóias, em que o juro é pouco mais de 2% ou ainda fazer um refinanciamento da dívida com o banco.
8 ) Cancele o cheque especial
Nem sempre é fácil se livrar dos créditos mais disponíveis ao consumidor, como cartão de crédito e cheque especial, que, devido à facilidade, cobram as maiores taxas de juros. Para não utilizar o financiamento desses meios de pagamento, a recomendação do Instituto Brasileiro de Estudos e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec) é o cancelamento desses créditos. “Na maioria das vezes, as pessoas recorrem ao cartão porque ele é o crédito mais fácil do mercado. Você não precisa pesquisar onde solicitar o financiamento, nem organizar documentos para pedir o dinheiro”, afirma Liao, do Ibmec.
9 ) Priorize os pagamentos que podem te deixar sem residência e aqueles que têm juro maior
Apesar da morosidade da Justiça no Brasil, o devedor que está em débito com o aluguel ou com o financiamento da casa pode perder o bem. Especialistas recomendam que esses débitos sejam alguns dos principais a honrar. Aqueles com os maiores juros também devem ser liquidados o quanto antes. Isso porque são essas as dívidas mais caras de serem prolongadas.
10 ) Lembre-se: agiotagem é crime
O principal motivo para que o devedor, mesmo estando desesperado, não peça dinheiro a agiotas é que esse tipo de prática é considerado um crime, de acordo com a lei brasileira. Quem empresta a quantia, pode ser detido entre dois e dez anos. Para quem recorre a este agente, o maior prejuízo é o financeiro. As taxas de juros são altíssimas e muitos agiotas, na verdade, são golpistas. Alguns deles, por exemplo, pedem como garantia de empréstimo, cheques e notas promissórias em branco.
Fonte: Portal AE Investimentos.
E aí? Gostou do artigo?
Você tem praticado algumas dessas dicas?
Conheçam o site de Planejamento Financeiro da Dacasa Financeira. Lá você também têm dicas e artigos para ajudá-lo a se planejar financeiramente.
1º lugar no Recall 2008!
Julho 30, 2008
A Dacasa comemora a liderança, pela quinta vez consecutiva, na Pesquisa Recall da Rede Gazeta.
Pela 5ª vez consecutiva, a Dacasa é líder no segmento financeira da pesquisa Recall, realizada pela Rede Gazeta. A marca foi lembrada por 55,38% dos entrevistados, superando o percentual de 2007.
E tem mais: nosso cartão foi o único do Estado a ser citado pelos participantes da pesquisa. O produto foi lançado em 2004 e surpreendeu nos resultados, pois já são mais de 650 mil cartões emitidos e mais de 11 mil pontos de venda que aceitam a bandeira Dacasa, onde o cliente pode parcelar as compras até 50 dias para pagar.
A Dacasa saiu na frente de concorrentes nacionais como Losango, Fininvest, Banco do Brasil e Finasa. Esses resultados refletem o trabalho sério desenvolvido pelos colaboradores todos os dias e a confiança de seus clientes e parceiros.
Para pensar!
Julho 22, 2008
“Quem planeja, antecipa. Quem antecipa, se prepara. Quem se prepara, sabe onde pode melhorar. Quem sabe o que precisa fazer, realiza. Quem realiza, vence!”
Peguei no site Dinheirama.
Veja mais dicas de como se planejar financeiramente no nosso hotsite de Planejamento Financeiro:
Acesse: Planejamento Financeiro Dacasa.
O caminho das finanças, desde o berço.
Julho 22, 2008
Desde o nascimento de um bebê, os pais começam a ensinar o que ele precisará saber para o resto da vida: comer, falar corretamente, escovar os dentes, ser educado. Mas há uma parte da educação que costuma ser deixada de lado, a cargo apenas da escola ou do tempo. É a educação financeira. Por falta de conhecimento prático sobre o tema ou de como passá-lo para a criança, os pais geralmente não falam do assunto cedo. Isso, porém, pode trazer problemas para o resto da vida. Os especialistas são unânimes em afirmar: quanto antes uma pessoa aprender a lidar com dinheiro, melhor trabalhará com ele no futuro. E o inverso também é verdadeiro. Se não aprender a conviver com o assunto na infância, as chances de trapalhadas financeiras na vida adulta são muito maiores.
Quando criança, os indivíduos desenvolvem a estratégia emocional e começam a copiar os adultos em todas as horas, até no caixa eletrônico e nas compras. Por isso, é importante que o dinheiro não seja tratado como um tabu na família. Dinheiro pode sim ser dado na mão das crianças bem pequenas (obviamente com cuidados para que as notas ou moedas não sejam levadas à boca) e isso as ajudará a saber que precisarão ter contato com esse papel pelo resto da vida.
PASSO-A-PASSO
No processo de aprendizagem, primeiro se descobre que é necessário fazer tal coisa para depois saber o motivo disso. Assim como primeiro aprendemos a escovar os dentes para anos mais tarde entender a importância do hábito, temos que começar a ensinar a criança de um ou dois anos a colocar dinheiro em um cofrinho e, quando ela for mais velha, ensinar o porquê do costume”, afirma o especialista em educação financeira, coordenador do site www.edufinanceira.com.br e autor de diversos livros sobre o tema, Álvaro Modernell. Segundo ele, o ato de por moedas em um cofrinho ajuda até no desenvolvimento da motricidade e da audição da pessoa.
Com três ou quatro anos, a criança já está preparada para receber moedas em determinada quantidade e constância. Também já é o momento de dar o dinheiro para ela pagar o caixa da padaria por exemplo, mas, claro, com um adulto junto. Aos cinco ou seis anos, ensina Modernell, mesmo que o indivíduo ainda não saiba contar com precisão ou tenha noções de matemática, pode ser ensinada a razão de guardar as tais moedinhas no cofrinho. “Nessa fase, na hora de pagar o cinema, a criança não sabe se tem R$ 3 ou R$ 15, mas o pai deve mostrar que o dinheiro que ela estava guardando ajudou a pagar a conta”, diz o especialista no assunto.
Com um pouco mais idade – respeitando a maturidade individual – é hora de mostrar à criança que é preciso guardar um valor um pouco maior se ela quiser adquirir algo mais caro como, por exemplo, a pipoca, além do ingresso para o cinema.
A HORA DA MESADA
A mesada ou semanada é defendida por quase todos os educadores acostumados a lidar com finanças. A questão é quando, como e com quanto começar. Modernell defende que, com seis ou sete anos, seu filho receba uma semanada para as despesas daquele período. “O valor deve ser a média dos amiguinhos, nem mais nem menos que o resto da turma. Na dúvida sobre o valor adequado, recomendo que os pais dêem menos do que podem”, afirma.
Um alerta importante do educador é sobre a constância e o compromisso de fazer esse pagamento. “Se o pai prometeu que vai dar o dinheiro no sábado, tem que dar todo sábado. Não mude, não atrase e não falte.” Dos oito aos dez anos, Modernell defende a quinzenada e, a partir dessa idade, a mesada. “Isso tem a ver com a noção de tempo e responsabilidade”, destaca.
A diretora do programa de alfabetização financeira Money Camp no Brasil, Silvia Alambert, também é a favor da mesada. Segundo ela, as crianças que são orientadas a gastar o dinheiro desde pequenas com o que querem e precisam serão adultos mais sofisticados no trato com as finanças. “Tem que mostrar que, para ter algo mais caro, é preciso poupar mais, fazer um pequeno sacrifício ao não comprar chocolate toda semana, mas que isso vai valer a pena”, diz.
Já a psicóloga clínica especialista em orientação familiar Maria Luiza Tadula Borges não é fã da idéia de dar mesada, embora admita que não é especialista em finanças para crianças. Com exceção de casos tratados no consultório, ela acredita que, aos dez anos, não se tem maturidade para administrar dinheiro, mesmo que em pouca quantidade.
Maria Luiza julga que o ideal seja dar dinheiro apenas aos adolescentes. “Mas se os pais optarem por dar uma mesada, têm que acompanhar para ver se o filho não está deixando de lanchar para comprar um game novo para computador”, alerta. É preciso verificar se as compras e lugares freqüentados pelos pré-adolescentes e adolescentes também são compatíveis com a renda dada por seus pais, afirma a psicóloga.
DEVER VERSUS LAZER
De maneira geral, os defensores da mesada afirmam que o valor dado tem que somar obrigações (como transporte e lanche da escola) com desejos das crianças (como compras e passeios). Porém, não se deve ter tanta rigidez com o filho se ele perder o controle do orçamento. “Não vamos esquecer que estamos falando de crianças. Se elas gastaram tudo em um jogo, deve-se explicar que isso está errado, como pode prejudicá-la, mas não dá para deixar de dar o dinheiro do lanche e deixar a criança sem comer o resto do mês”, alerta Modernell.
Para os pais que não podem dar mesada, o educador recomenda passar os ensinamentos básicos de economia doméstica, como fechar as torneiras, apagar as luzes etc, e mostrar que, se não estragar, a criança terá cada vez mais brinquedos (noção de soma, de poupança). “Quando possível, se a criança fizer tudo certo, deve-se dar um chocolate ou algum presentinho para ela. Mas só às vezes.”
Os educadores e psicólogos recomendam muita cautela na hora de presentear com dinheiro as ações e obrigações dos filhos, como tirar boas notas na escola. “É preciso que a criança tenha noção de comprometimento e obrigação. Isso é parte fundamental da educação, seja ela financeira ou não. Se os pais dão tudo o que os filhos querem, criam apenas tiranos que vão sofrer quando adultos por não terem tudo a seus pés”, explica a psicóloga Maria Luiza.
ECONOMIA NA PRÁTICA
Paralelamente ao dinheiro dado em casa, as escolas e os próprios pais podem e devem ensinar princípios de matemática financeira e da economia do País. O professor de matemática do colégio Módulo e da rede pública estadual de São Paulo Antônio Carlos Lessa começou esse trabalho há alguns anos com seus alunos e afirma que a noção de dinheiro e economia deles aumentou com aulas práticas. Atualmente, ele trabalha apenas com o ensino médio, mas já deu essas aulas para o fundamental, levando alunos a supermercados e depois montando tabelas de preços, de cestas básicas por exemplo.
“O problema atual é que todos os livros de matemática dão conceitos de finanças e estatística, mas apenas em um ou outro capítulo. Defendo que, desde cedo, da quinta série, por exemplo, as crianças façam atividades práticas de finanças, como analisar os preços do mercado”, diz. Se isso for feito constantemente, afirma o professor, será muito mais fácil aprender, no futuro, sobre inflação, mercado acionário etc. No ensino médio, Lessa é favorável à introdução de temas como debêntures, ações, juros simples e compostos.
Por Fernanda Pressinott, repórter do Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo, e publicado no caderno de economia, em 30/06/08.
Dacasa Financeira investe na orientação sobre planejamento financeiro com cartilha e jogo
Julho 21, 2008
Para auxiliar na educação financeira, a Dacasa fornece cartilhas e jogos que facilitam o aprendizado sobre o uso consciente do crédito e do dinheiro. Essa ação faz parte do Programa Planejamento Financeiro, desenvolvido desde 2006 com colaboradores, clientes e parceiros.
O conteúdo da cartilha traz orientações para programar o orçamento pessoal, mostra um modelos de planilha de controle de gastos para que os clientes visualizem suas despesas conseguindo reduzir desperdícios e compras por impulso e ainda, estimula a poupança e reservas.
Além da cartilha, foi criado o jogo de tabuleiro do Planejamento Financeiro, que tem o objetivo de reforçar as dicas oferecidas na cartilha e no hotsite do Programa (www.dacasa.com.br/planejamentofinanceiro). Vence este desafio, o jogador que utilizar a melhor estratégia para conquistar seus objetivos (compra de imóveis, carro e eletrodomésticos) e não tiver nenhum débito com a financeira.
O jogo é forma lúdica de envolver e estimular toda a família, até mesmo as crianças, para administrar gastos e rendimentos. O jogo traz diversão e informação para pessoas de todas as idades.
O que as mulheres querem saber sobre finanças pessoais
Julho 9, 2008
Por Humberto Veiga
Sabe tudo aquilo que você queria saber, mas tinha vergonha de perguntar? Pois é, você não é a única. Depois de ouvir inúmeros questionamentos das mulheres o economista resolveu publicar um livro com respostas para as dúvidas sobre finanças e também dar dicas para economizar e investir.
O livro surgiu da sugestão de uma amiga que conhecia minhas incursões no campo da educação financeira e me chamou a atenção para este fato: não se podem ignorar as diferenças de perfil e consumo entre o público feminino e o masculino. Estudos apontam que as mulheres são mais conservadoras, cautelosas, pesquisam mais e são fiéis quando tomam uma decisão de investimento. Mas elas também se tornam mais arrojadas quando estão munidas de informação.
Ouvindo a sugestão e as dúvidas mais recorrentes das mulheres, fui direto ao que interessa: bolsa, poupança ou fundo de investimento? É melhor investir em previdência privada ou na compra de um bem? Vale a pena investir em ações? Quando é hora de trocar de banco e qual o real retorno dos investimentos? Respostas sem rodeios a essas e a outras perguntas, com muitas dicas e exemplos atuais.
Para garantir a autonomia nas decisões, explico as vantagens e desvantagens de cada forma de investimento e descrevo, passo a passo, o método para a escolha da melhor alternativa. O grande objetivo é transmitir a mensagem com clareza e esclarecer as dúvidas cotidianas como essa que consta no livro: “Eu e o meu marido temos um dinheiro aplicado. Você acha que vale a pena tirar uma parte para investir em ações?”
Se a bolsa estivesse caindo vertiginosamente provavelmente ninguém teria feito esta pergunta, mas ela é importante porque traz dois conceitos embutidos: o primeiro é o de diversificação; e o outro é de prazo de investimento. Começando pelo último, se o dinheiro aplicado tiver um destino de curto prazo, isto é, se o casal pretende utilizá-lo em aproximadamente um ano, não acredito que seja uma boa opção investir em ações.
Já no que se refere a diversificação, vou ser bastante “criativo” aqui: “nunca ponha todos os ovos na mesma cesta”. Assim, quando o seu prazo de investimento for longo vale a pena diversificar, ou seja, aplicar em coisas diferentes, pois isso reduz o risco de algum dos seus investimentos render pouco ou apresentar prejuízo no período, podendo, dessa forma, ser compensado por outro.
Outra dúvida muito comum entre o público feminino é em relação ao financiamento imobiliário, assunto que nunca saiu da moda, mas agora não sai dos jornais. A idéia, mais uma vez é munir de informações para que a própria pessoa possa optar, por exemplo, entre usar o dinheiro para o financiamento da casa própria ou morar de aluguel e aplicar o recurso em fundo de renda fixa. Existem pequenos cuidados que podem gerar grandes diferenças no preço final da aquisição, tais como evitar, ao máximo, contratos que tenham seguros atrelados ao seu financiamento, e manter os olhos abertos para as tarifas cobradas.
Como elas também me perguntaram, quando se trata de refletir sobre o universo feminino, temas como gastos com beleza e compras impulsivas não poderiam ser deixados de lado. Para não exagerar ou ficar no vermelho, um dos segredos é elaborar um orçamento e adotar medidas de adaptação a ele. Que tal deixar a fidelidade ao salão atual e visitar outros estabelecimentos para comparar preços? Nem que seja apenas para tomar consciência e decidir com mais informação. De forma geral, aconselho a equilibrar a emoção e usar a razão na hora de comprar, principalmente de forma parcelada.
Incluí também um pequeno glossário. Fujo do “economês” para explicar, de maneira clara, termos do mundo financeiro, como ações, ativos, carteira, títulos públicos, multimercado, alavancagem, fundos referenciados, entre outros.
Se você nunca soube muito bem o que é um fundo de investimentos e qual a diferença entre um fundo DI e um renda fixa, esta é a oportunidade de aprender definitivamente. Aliás, na minha opinião, até mesmo melhor do que muitos homens que apenas ouviram o galo cantar…Por isso, aconselho esta leitura também a eles.Principalmente aqueles que acreditam que a taxa de administração dos fundos de investimentos só é calculada sobre os rendimentos. Uma crença comum, e errada, que ouço em diversas conversas com interlocutores do sexo masculino.
Fonte: Newsletter Expomoney – Edição 21
Planejamento Financeiro – O início
Julho 7, 2008
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